Filmes

Patativa Do Assaré – Ave Poesia

Vida e a obra do poeta Patativa do Assaré, destacando a relevância dos seus poemas, o significado político dos seus atos e a sua imensa contribuição à cultura brasileira. Dono de um ritmo poético de musicalidade única, mestre maior da arte da versificação e com um vocabulário que vai do dialeto da língua nordestina aos clássicos da língua portuguesa, Patativa do Assaré é a síntese do saber popular versus saber erudito. No ano de 2001, Patativa do Assaré foi escolhido como um dos mais importantes cearenses do século XX.

Ficha Técnica

Título original: Patativa Do Assaré – Ave Poesia
Gênero: Documentário
Duração: 84 min.
Lançamento (Brasil): 2009
Distribuição:
Direção: Rosemberg Cariry
Roteiro: Rosemberg Cariry
Produção executiva: Petrus Cariry e Teta Maia
Produção de finalização: Severino Dadá
Coordenação de produção: Adriana Amaral e Bárbara Cariry
Co-produção: Cariri Filmes e Iluminura Filmes
Música: Patativa do Assaré, Fagner, Fausto Nilo, Mário Mesquita, Ricardo Bezerra, Pingo de Fortaleza, Irmãos Aniceto
Som: Kin
Fotografia: Jackson Bantim, Ronaldo Nunes, Beto Bola, Kin, Rivelino Mourão, Luiz Carlos Salatiel e Fernando Garcia
Edição: Rosemberg Cariry

Elenco

Patativa do Assaré

Pôsters

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Premiações

- Prêmio Banco do Nordeste de Cinema – Melhor longa metragem no 17º Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema.

- Hors Concours no 30o. Festival de Cinema de Gramado.

- 1º. Curta Lençóis – junho 2008 - Exibição Especial – Hours Concours.

Curiosidades

- O Filme É Resultado De Mais De 100 Horas De Material Bruto Coletadas Pelo Cineasta Num Período De 27 Anos.

- O cineasta Rosemberg Cariry, admirador, amigo e compadre de Patativa do Assaré, vem registrando em cinema (super-8, 16mm e 35mm) e em vídeo (S-VHS, Hi-8, U-Matic, Betacam, Digital Vídeo), desde o ano de 1978, muitos aspectos da vida do poeta: o cotidiano na roça e na cidade do Assaré, os recitais, as entrevistas coletivas, as participações em movimentos sociais e políticos, os depoimentos, as gravações de discos em estúdio, os shows com outros cantores, as festas de aniversário, as doenças, os internamentos, até o momento final: a sua morte. Este imenso esforço de preservação da memória do maior poeta popular brasileiro de todos os tempos resultou em mais de cem horas de imagens de grande valor documental, cultural/estético e, sobretudo, humano. A este arquivo, vieram juntar-se muitas outras horas de gravações em vídeo coletadas em TVs do Nordeste e do Sudeste e em arquivos particulares espalhados por todo o País. O resultado foi um filme divido em cinco capítulos, de 52 minutos cada um, para televisão.

- A narrativa histórica e biográfica se inicia com o velório de Patativa do Assaré (2002) e, a partir daí, é contada a sua vida, com referências a acontecimentos pessoais e históricos. A cronologia dos acontecimentos políticos e culturais brasileiros, bem como os fatos marcantes da vida do poeta, redimensionados pela mediação da sua poesia, é intercalada com depoimentos e análises críticas da sua obra, de forma a fornecer um panorama amplo e de compreensão profunda da poética patativiana e do universo da cultura popular.

- Além das imagens documentais de Patativa e dos acontecimentos históricos, são usados também jornais de época, reportagens de TVs, registros de feira, programas de rádio, recortes de jornais, shows musicais, textos narrativos, poemas e canções. Todo esse material jornalístico e documental, de arquivos, de cinematecas e de TVs.

- Selecionado para o 30º Festival Guarnicê de Cinema – Maranhão 11 a 17 de junho de 2007; Cinesul 2008 - 15º Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo Rio de Janeiro

- Filósofo de formação, cineasta por vocação, Antonio Rosemberg de Moura, de nome artístico Rosemberg Cariry, nasceu em Farias Brito – Ceará, no ano de 1953. Começou sua carreira cinematográfica em 1975, com documentários de curta metragem sobre manifestações culturais do Ceará. No final da década de setenta realizou os seus primeiros filmes documentários profissionais. Em 1986, dirigiu seu primeiro filme de longa metragem, o documentário, A Irmandade da Santa Cruz do Deserto. Em 1993, filmou A Saga do Guerreiro Alumioso, longa-metragem de ficção, finalizado com apoio da Cinequanon de Lisboa e do Instituto Português de Arte Cinematográfica (IPACA).
Em 1995, Rosemberg Cariry obteve o Prêmio da Retomada do Cinema Brasileiro, do Ministério da Cultura, realizando o seu terceiro filme de longa metragem, Corisco e Dadá. O filme participou do chamado «Renascimento do Cinema Brasileiro», foi bem recebido pela crítica, teve lançamento comercial em muitas cidades brasileiras e obteve inúmeros prêmios no Brasil e no exterior. A partir de 1999, Rosemberg Cariry realizou alguns filmes: A TV e o Ser-Tao, Pedro Oliveira – O Cego que viu o Mar (média metragem – Prêmio GNT de Renovação de Linguagem) e um filme documentário de longa metragem chamado Juazeiro – A Nova Jerusalém. Em 2001, produziu e dirigiu um filme ficção de longa-metragem chamado Lua Cambará - Nas Escadarias do Palácio, finalizado em 2002. Em 2003, Rosemberg Cariry realizou o longa-metragem Cine Tapuia. Em 2006 concluiu o documentário, longa metragem, Patativa do Assaré – Ave Poesia, sobre a obra e a vida do maior poeta popular do Brasil. Em 2008 concluiu o longa-metragem Siri-Ará. Todos os filmes participaram de festivais nacionais e internacionais e foram premiados em alguns destes festivais.
Paralelamente à sua atividade de cineasta, Rosemberg Cariry desenvolveu todo um trabalho como escritor e poeta, tendo publicado os livros Despretencionismo – Poemas, em parceria com Geraldo Urano, em 1975; Semeadouro – Poemas, em 1981; Cultura Insubmissa – Estudos e Reportagens, em parceria com Oswald Barroso, em 1982; S de Seca - SS – poemas, em 1983; A Lenda das Estrelinhas Magras – Contos, em 1984 e Inãron ou na Ponta da Língua eu trago trezentos mil desaforos – poemas, em 1985. Em 2008, em parceria com Firmino Holanda, lançou o livro O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto – Anotações para a história. Participou ainda de antologias poéticas no Brasil e no exterior. Teve ativa participação nos movimentos artísticos e literários do Ceará e editou revistas literárias, com destaque para o jornal/revista Nação Cariri. Por ter participado amplamente da preservação do patrimônio cultural do povo brasileiro, foi reconhecido, em 1996, com o “Prêmio Rodrigo de Franco Melo Andrade/ IPHAN”, outorgado pelo Ministério da Cultura do Brasil. Um traço marcante da obra de Rosemberg Cariry é a busca sempre renovada das fontes e dos encontros culturais: procura extrair o universal do particular, estabelecer ligações entre as diferenças culturais e, em particular, entre as formas eruditas e populares. Assim, o seu trabalho, profundamente imerso na cultura no Nordeste do Brasil, chega ao universal, através de uma dimensão essencialmente humanista.

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